Chegou o dia!

dia15

Eitchaaaaaaan! Chegou o dia!

E só agora me dei conta de que não tem nenhum post mais elaborado sobre o tratamento do carcinoma papilífero. Que zebra!

Já que muitas pessoas vieram me perguntar sobre o assunto e ninguém tem a obrigação de sair pesquisando por aí, vamos ao bê-a-bá do que vai acontecer comigo hoje e daqui pra frente. ;)

Não tem pra onde correr. O tratamento é cirúrgico e, normalmente, retira toda a tireoide, mesmo se o nódulo só ocupar um lado da glândula (meu caso).

Motivo: “Até um terço dos cânceres bem diferenciados de tireoide recidivam e retornam principalmente em gânglios (linfonodos) cervicais. Podem passar até 20 anos para o câncer de tireoide reaparecer, por isso é necessário seu seguimento a longo prazo. Este seguimento envolve o exame físico cervical e exames laboratoriais como tireoglobulina (marcador tumoral), TSH, ultra-sonografia cervical, cintilografia de corpo inteiro, raio X e ressonância magnética.” Fonte: Hospital de Câncer de Barretos

Ou seja: vai facilitar pra quê, né? Se ~ele~ já pode voltar, imagine com um restinho de tireóide dando sopa pela área? 

A glândula retirada é encaminhada para a biópsia, que vai confirmar (ou não) o diagnóstico da punção. Se por uma intervenção divina o tumor for benigno e o tecido não apresentar nenhuma característica de malignidade, é o fim da linha para a(o) paciente, que passa a tomar os hormônios que antes eram produzidos pela tireoide e realiza o acompanhamento periodicamente. Do contrário, existe o tratamento complementar exclusivo para quem tem este tipo de câncer: a iodoterapia.

Sobre isso, segue um trecho retirado do ótimo blog radiotativos131. Para quem quiser se aprofundar no assunto, recomendo a leitura da postagem completa sobre o tratamento. Por enquanto, lá vai um resumo:

“Iodoterapia é um tratamento feito à base do iodo radioativo, chamado Iodo131. Cerca de um mês depois de retirar o câncer de tireoide por meio de cirurgia, o paciente vai para um hospital onde ingere uma dose de iodo radioativo via oral, por meio de um canudinho. (O líquido é transparente e não tem gosto).

Em seguida, ele fica em um quarto durante até três dias, e não pode receber visitas porque seu corpo emitirá radiação neste período. O objetivo do tratamento é eliminar qualquer resíduo de tumor de tireóide que possa existir no corpo.

O paciente deve evitar contato físico com outras pessoas durante a internação e durante mais alguns dias depois de voltar para casa. Seus talheres, copos, toalhas devem ser separados das outras pessoas durante cerca de uma semana após a alta. Depois de pouco tempo, toda a radioatividade é eliminada do corpo e a pessoa volta às suas atividades normais. Fonte: radiotativos131

Na época de preparação para a iodoterapia, é preciso adotar uma dieta bem rígida, que proíbe desde sal comum (para temperar a comida, é recomendado um sal especial, sem iodo), até frutos do mar, peixes de água salgada, gema de ovo, laticínios, qualquer coisa com corante vermelho, embutidos e por aí vai. Depois dessa etapa, é só ficar acompanhando e fazendo a reposição hormonal diária.

Agora o lado estético: após a cirurgia, é preciso proteger a área dos raios solares e, segundo li no blog Crônicas do Cotidiano, também das luzes fluorescentes. Quando tiver a consulta com a dermatologista, farei essa pergunta. No mais, protetor solar, gola alta e lenços no pescoço na primavera soteropolitana. Que beleza! SÓ QUE MUITO NÃO.

É isso aí. Tô indo começar a caminhada pra valer. Até a volta! ;)
beijo

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Finalizando o pré-operatório

Desta vez serei rápida e objetiva para ir direto ao ponto que pode interessar a alguém: meus últimos passos antes da retirada total da tireoide.

Após dar entrada no pedido de autorização da tireoidectomia, segui as instruções do Dr. Augusto e fui em busca de um(a) pneumologista. Tenho asma e há uns bons anos estava com a medicação desatualizada e me entupindo de Berotec, que causa taquicardia, tremedeira e não previne as crises, só apaga o incêndio.

Tem asma, mesmo que controlada, e vai fazer cirurgia? Visite o pneumologista!

Era necessária a avaliação de um especialista. Aliás, não apenas a avaliação, mas um relatório médico do “ponto de vista pulmonar” e uma autorização para o procedimento . O motivo de tanta preocupação? Vou responder com um trecho que retirei do site Asma Brônquica:

“[…] No paciente asmático não é diferente, e apesar dos avanços no seu tratamento permitirem a administração segura de qualquer um dos tipos anestesia, a asma influencia a morbidade e mortalidade operatórias, estando os pacientes com asma brônquica malcontrolada mais propensos a complicações pulmonares no pós-operatório.”

Ou seja: quem tem **, tem medo! =O

Ou seja 2: Negligenciar esse aspecto merece um selo. Não faça isso!

ehcilada

Para não cair numa cilada (Bino..dãaa), encontrei uma ótima pneumologista, a Dra. Manoela Trindade Fontes. Ela solicitou uma espirometria e me fez algumas recomendações que não vou falar pq não quero ninguém se automedicando por aí. ;)

Em seguida, foi a vez de fazer a “entrevista” e tirar dúvidas com o anestesista. Pro post não ficar imenso, recomendo aos interessados a leitura desta matéria (cliquem AQUI), que traz as respostas para as 10 dúvidas mais comuns sobre anestesia geral.

E hoje, dia 13, fui ao consultório do Dr. Augusto Mendes mais uma vez para pegar as recomendações necessárias e liquidar todas as minhas inquietações (“vai fazer esvaziamento cervical?”, “o que fazer com minha cicatrização hipertrófica?”, “posso ir pra balada no sábado?”). O procedimento está marcado para o dia 15, às 15h, e são necessárias 12 horas de jejum. Além disso, só posso beber água (leite nem pensar!) até 09h da manhã de quinta-feira. Vai ser difícil segurar a larica…