Carcinoma Papilífero: silencioso e assintomático (ou não!)

woman-neck-thyroid-628x363

Os cientistas e pesquisadores ainda não encontraram muitos fatores que levam ao surgimento do câncer de tireóide. Normalmente, tem fundo genético ou dá o ar da graça em pessoas que foram expostas à radiação (e isso não inclui aquelas radiografias que vc tirou pro dentista, fique calma(o)!). Apesar de – até então – não estar ligado a maus hábitos, como excesso de bebidas alcóolicas, sedentarismo ou tabagismo, tem sido diagnosticado cada vez mais em mulheres entre os 30 e 60 anos.

Quando existem, os principais sintomas são:

  • Nódulo, caroço ou inchaço no pescoço, às vezes crescendo rapidamente.
  • Dor na parte anterior do pescoço, às vezes, subindo para a região dos ouvidos.
  • Rouquidão ou outras alterações na voz que não desaparecem.
  • Dificuldade para engolir.
  • Problemas respiratórios.
  • Tosse constante

Fonte: Oncoguia

Quais desses sintomas eu tive? Nenhum.

E se não fosse por uma visita de rotina à ginecologista, poderia passar uns cinco anos com a doença evoluindo dentro de mim. Tudo começou com um exame preventivo de rotina. Conversa vai, conversa vem e, por ser uma nova paciente, a Dra. Ana Maria Lago Bahiense resolveu aproveitar a deixa para perguntar há quanto tempo eu não fazia um check-up. “Muito tempo!”, respondi. Diante disso,  ela prescreveu um monte de exames que, aos olhos leigos, não têm nenhuma relação com a especialidade dela, como ultrassom de abdômen total, da bendita tireóide e diversos exames de laboratório (mais de 40, no meu caso). E foi assim, graças a uma ginecologista fora do comum, que descobri o problema. Lição do dia? Nunca pense que é exagero e faça todos os exames que seu médico pedir.

Recomendo:
Dra. Ana Maria Lago Bahiense – Ginecologista
Labchecap – Exames laboratoriais
CAM – Clínica de Atendimento à Mulher – Ultrassom

Anúncios

Prólogo – A descoberta

Nunca me importei com o passar dos anos. Quando tinha 12, queria ter 13. Quando tinha 17, queria ter 18. Quando tinha 26, no entanto, me peguei com a crise dos 27 e fiquei meio confusa por não entender os motivos que me levavam a querer frear o tempo.

ImageEm maio deste ano, tomada por uma sensação de “preciso começar a me mexer”, pensei em financiar um apartamento e deixá-lo alugado enquanto não chegava a hora de sair da casa da mãe. “Ahá! Sou madura e vou investir em imóveis”, pensei. Cheguei a ir olhar um apê e dar início às conversas quando… “BUM!”, alterações na empresa me fizeram entrar no aviso prévio.

Parem as máquinas! –  Negociações canceladas, precisava pensar no próximo passo. Sempre quis fazer intercâmbio e senti que era A HORA certa. Sem emprego, sem planos de casamento (isso não é uma indireta), sem filhos e com reservas financeiras suficientes para realizar um sonho sem incomodar ou depender da família. Mais uma vez, meu senso de urgência me fez conversar com agências e com um monte de pessoas que já tinham morado em Dublin, o destino escolhido. Pra melhorar: consegui uma bolsa de estudos em uma das melhores escolas da Irlanda e as passagens aéreas estavam em promoção. Tudo se encaixando, tudo dando certo. Muito certo!

Parece uma coincidência forjada, mas minha descoberta se deu justamente no dia em que eu estava prestes a comprar as passagens. Saí de casa para ir ao laboratório após olhar o site da KLM. “Na volta eu compro”. Opa, parece que não, hein!

Depois de muito pensar sobre quais pessoas saberiam, encontrei a resposta: TODO MUNDO DEVE SABER! “Pq, Savana? Vc é exibida? Vc gosta de se expor?”. Bem, durante as minhas pesquisas, encontrei muitos lamentos e pouca informação relevante, principalmente sobre Salvador e as formas de tratamento por aqui. Se fiz jornalismo e gosto de contar as histórias dos outros, pq não aproveitar o embalo para contar a minha, né?

Para o post inicial não ficar muito longo, terei que fazer uma segunda parte sobre o percurso que me levou ao diagnóstico mais assustador que um leigo pode ter: carcinoma papilífero. E agora?