Depois da tireoidectomia – e a cicatriz?

Antes de dar início a uma enxurrada de posts sobre a Dieta sem Iodo, vamos a um assunto que sempre rondou minha cabeça nos momentos pré-operatórios. Neste post, falo sobre a evolução da cicatriz e como cuidar dela direitinho.

Quando tinha uns 10 ou 11 anos, um copo quebrou na minha mão e deixou uma cicatriz estranha impressa na minha digital. Só no meu joelho esquerdo são duas recordações em alto relevo. Ou seja: não era futilidade pensar o que poderia acontecer com o pescoço. O que poderia surgir dali? Um alien? Um afrodisíaco?

"Oi, gata. Vc vem sempre aqui?"

“Oi, gata. Vc vem sempre aqui?”

Com essa descrição, qual é a primeira palavra que vem à mente? “Quelóide”. Pois é, na minha também, mas aprendi que, felizmente, esse não é meu caso.

Cicatriz hipertrófica fica mais alta, mas respeita os limites do corte.

Quelóide ultrapassa os limites da lesão.

Se quiser ver uma foto onde a diferença fica bem explícita, clique AQUI.

Depois de identificar como é a sua cicatrização, é recomendável conversar com o cirurgião para saber o que é possível fazer. No meu caso (na verdade, acho que é o procedimento padrão), Dr. Augusto fez uma sutura intradérmica.

Atenção: desça rápido e pule essa parte se vc tem estômago fraco ou agonia. Já se vc é detalhista, clica na imagem que ela aumenta. :)

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Primeira foto: 04 dias após a cirurgia
Segunda foto: 08 dias após a cirurgia, quando fui tirar os pontos

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Primeira foto: 04 dias depois de tirar os pontos, ainda com algumas casquinhas
Segunda foto: 18 dias após a cirurgia.

Dá pra notar que ela tá vermelhinha, né? Isso é normal… com o passar do tempo a cicatriz vai ficando mais clara – se cuidar direito, claro.

Abaixo, a cicatriz versão ~sábado, na balada~ sem flash e com flash.

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Esse pontinho vermelho ao centro, que parece uma espinha ou picada de mosquito é por causa do dreno. 

E finalmente, a cicatriz um mês após a cirurgia:

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Ela ainda vai afinar (espero) e clarear (espero mesmo!), mas acho que está ótima. “Ao vivo” ela é bem discreta.

Agora vem o mais importante: quais cuidados devo ter com a cicatriz após a cirurgia de tireoide? 

Aqui está a minha tríade de proteção:

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Protetor solar: foi indicado por Dr. Augusto, cirurgião, uma vez que o sol é o principal inimigo da boa cicatrização. Optei por esse da Neutrogena pq ele não tem aquele “cheiro de praia” característico. Preço médio: R$ 25. Uso: Sempre que sair.

Outras formas de proteger a cicatriz do sol: usar micropore sempre que tiver certeza que o sol vai incidir diretamente e usar lenços quando for sair de casa. Eu até cheguei a comprar três lenços, mas não me adaptei a essa solução pq sou muito calorenta no pescoço.

Cicaplast: indicação da dermatologista, Tânia Magalhães. O Cicaplast é produzido pela La Roche Posay e eu, quando estava indo para a farmácia, só pensava coisas do tipo “Ok, posso vender um rim e tá tudo certo”. Mas não. O Cicaplast tem um valor acessível e rende bastante. Ele é como o Bepantol e serve para hidratar a região. A diferença é que a absorção do Cicaplast é mais fácil e não fica aquela coisa melequenta-grudenta-oleosa. Preço médio: R$ 39,90. Uso: 3x por dia ou quantas vezes seu médico recomendar.

Kelo-Cote: conheci o produto nas minhas pesquisas pela internet. É um gel de silicone indicado para o tratamento e prevenção de cicatrizes. Dos três, é o único específico para o caso e o mais caro de todos. Custou R$ 107, mas rende bastante. Uso antes de dormir e, às vezes, no meio da tarde.

Mas oi? Será que ouvi falar mais um método? Pois é. Se existe alguma coisa que promete deixar a cicatriz mais fina, tô testando. Li maravilhas sobre a fita de silicone Medgel. “Protege”, “é super discreta”, “é uma beleza”. Saí em busca da bendita por um monte de farmácias e ninguém nunca tinha ouvido falar. Entrei no site deles e descobri que em Salvador só existe um revendedor autorizado. A loja fica no Stiep, em um prédio empresarial. Fui lá e comprei os 30 cm de fita por R$ 50,00. A indicação de uso é a seguinte: cortar no tamanho desejado e aplicar diretamente na cicatriz (uns 15 dias depois de tirar os pontos, claro). A tira deve ser utilizada por cerca de 12 horas e dura aproximadamente 20 dias, desde que você lave em água morna e com sabonete neutro a cada uso. No meu caso, a tira de 30 cm rende uns três pedaços = 60 dias de uso.

Resumo: a ideia é boa, mas não serviu pra mim. A fita é grossa, nada discreta, não cola direito e fica soltando do pescoço a cada movimento. Já tentei colar com micropore pra ver se fixava melhor e nem assim deu certo.

Clica que amplia. ;)
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Uma pena! Se funcionasse, seria a melhor opção,  já que a cola dos esparadrapos me dá irritações na região. O jeito é caprichar no protetor solar e evitar a incidência direta do sol.

E é isso. Esse post será atualizado quando a cirurgia completar 06 meses e um ano, pra gente ver no que deu. ;)

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