Evolução da cicatriz da tireoidectomia

Se existe método que promete afinar, clarear ou melhorar a aparência da cicatriz, estou testando. Há quem defenda o “uso” da marca como um troféu da vitória sobre o câncer. Acho válido, mas não em mim, que tenho tendência à cicatrização hipertrófica.

Quer saber como cuidar da cicatriz? Clique AQUI

Depois de lançar mão de protetor solar, cicaplast, kelocote, cicatricure, contractubex, medgel e mepiform (estas duas últimas são fitas de silicone), aceitei que as coisas ficariam desse jeito:

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 Estive no consultório do Dr. Augusto Mendes para levar alguns resultados e a cicatriz chamou a atenção dele. Contei que já tinha feito de tudo e tcharãaa… eu estava enganada. Ainda não tinha tentado todas as opções e fui encaminhada para um cirurgião plástico. O próximo passo: infiltração de corticóide.

O procedimento é simples e dura menos de um minuto. O cirurgião injeta o corticóide com uma agulha bem fina em toda a extensão da cicatriz. Com uma aplicação já dá pra ver a diferença, mas cada corpo reage de uma forma e podem ser necessárias outras sessões.

Já tive piercing e tenho uma tatuagem grande nas costas; faço sobrancelha no salão e uso cera fria no buço (antepassados portugueses, hehehe). Nada disso doeu tanto quanto essa tal infiltração.

Se não acredita, veja só como ficou a região logo após o procedimento:

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E o resultado? Meu parâmetro é essa bolinha onde ficou o dreno. Ela era bem grandinha e agora parece uma espinha mal curada.

Deixarei a imagem comparativa responder:

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Depois da primeira aplicação, pensei que nunca mais voltaria ao consultório, no entanto, já indo para a 3ª injeção. Se serve de consolo: a 2ª vez foi bem menos traumática.

Já dizia minha mãe (e a mãe dela repetia para ela): “quem quer ser bonita, sofre”. Pra mim, o sofrimento ainda está valendo a pena.  : )

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Depois da tireoidectomia – e a cicatriz?

Antes de dar início a uma enxurrada de posts sobre a Dieta sem Iodo, vamos a um assunto que sempre rondou minha cabeça nos momentos pré-operatórios. Neste post, falo sobre a evolução da cicatriz e como cuidar dela direitinho.

Quando tinha uns 10 ou 11 anos, um copo quebrou na minha mão e deixou uma cicatriz estranha impressa na minha digital. Só no meu joelho esquerdo são duas recordações em alto relevo. Ou seja: não era futilidade pensar o que poderia acontecer com o pescoço. O que poderia surgir dali? Um alien? Um afrodisíaco?

"Oi, gata. Vc vem sempre aqui?"

“Oi, gata. Vc vem sempre aqui?”

Com essa descrição, qual é a primeira palavra que vem à mente? “Quelóide”. Pois é, na minha também, mas aprendi que, felizmente, esse não é meu caso.

Cicatriz hipertrófica fica mais alta, mas respeita os limites do corte.

Quelóide ultrapassa os limites da lesão.

Se quiser ver uma foto onde a diferença fica bem explícita, clique AQUI.

Depois de identificar como é a sua cicatrização, é recomendável conversar com o cirurgião para saber o que é possível fazer. No meu caso (na verdade, acho que é o procedimento padrão), Dr. Augusto fez uma sutura intradérmica.

Atenção: desça rápido e pule essa parte se vc tem estômago fraco ou agonia. Já se vc é detalhista, clica na imagem que ela aumenta. :)

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Primeira foto: 04 dias após a cirurgia
Segunda foto: 08 dias após a cirurgia, quando fui tirar os pontos

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Primeira foto: 04 dias depois de tirar os pontos, ainda com algumas casquinhas
Segunda foto: 18 dias após a cirurgia.

Dá pra notar que ela tá vermelhinha, né? Isso é normal… com o passar do tempo a cicatriz vai ficando mais clara – se cuidar direito, claro.

Abaixo, a cicatriz versão ~sábado, na balada~ sem flash e com flash.

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Esse pontinho vermelho ao centro, que parece uma espinha ou picada de mosquito é por causa do dreno. 

E finalmente, a cicatriz um mês após a cirurgia:

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Ela ainda vai afinar (espero) e clarear (espero mesmo!), mas acho que está ótima. “Ao vivo” ela é bem discreta.

Agora vem o mais importante: quais cuidados devo ter com a cicatriz após a cirurgia de tireoide? 

Aqui está a minha tríade de proteção:

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Protetor solar: foi indicado por Dr. Augusto, cirurgião, uma vez que o sol é o principal inimigo da boa cicatrização. Optei por esse da Neutrogena pq ele não tem aquele “cheiro de praia” característico. Preço médio: R$ 25. Uso: Sempre que sair.

Outras formas de proteger a cicatriz do sol: usar micropore sempre que tiver certeza que o sol vai incidir diretamente e usar lenços quando for sair de casa. Eu até cheguei a comprar três lenços, mas não me adaptei a essa solução pq sou muito calorenta no pescoço.

Cicaplast: indicação da dermatologista, Tânia Magalhães. O Cicaplast é produzido pela La Roche Posay e eu, quando estava indo para a farmácia, só pensava coisas do tipo “Ok, posso vender um rim e tá tudo certo”. Mas não. O Cicaplast tem um valor acessível e rende bastante. Ele é como o Bepantol e serve para hidratar a região. A diferença é que a absorção do Cicaplast é mais fácil e não fica aquela coisa melequenta-grudenta-oleosa. Preço médio: R$ 39,90. Uso: 3x por dia ou quantas vezes seu médico recomendar.

Kelo-Cote: conheci o produto nas minhas pesquisas pela internet. É um gel de silicone indicado para o tratamento e prevenção de cicatrizes. Dos três, é o único específico para o caso e o mais caro de todos. Custou R$ 107, mas rende bastante. Uso antes de dormir e, às vezes, no meio da tarde.

Mas oi? Será que ouvi falar mais um método? Pois é. Se existe alguma coisa que promete deixar a cicatriz mais fina, tô testando. Li maravilhas sobre a fita de silicone Medgel. “Protege”, “é super discreta”, “é uma beleza”. Saí em busca da bendita por um monte de farmácias e ninguém nunca tinha ouvido falar. Entrei no site deles e descobri que em Salvador só existe um revendedor autorizado. A loja fica no Stiep, em um prédio empresarial. Fui lá e comprei os 30 cm de fita por R$ 50,00. A indicação de uso é a seguinte: cortar no tamanho desejado e aplicar diretamente na cicatriz (uns 15 dias depois de tirar os pontos, claro). A tira deve ser utilizada por cerca de 12 horas e dura aproximadamente 20 dias, desde que você lave em água morna e com sabonete neutro a cada uso. No meu caso, a tira de 30 cm rende uns três pedaços = 60 dias de uso.

Resumo: a ideia é boa, mas não serviu pra mim. A fita é grossa, nada discreta, não cola direito e fica soltando do pescoço a cada movimento. Já tentei colar com micropore pra ver se fixava melhor e nem assim deu certo.

Clica que amplia. ;)
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Uma pena! Se funcionasse, seria a melhor opção,  já que a cola dos esparadrapos me dá irritações na região. O jeito é caprichar no protetor solar e evitar a incidência direta do sol.

E é isso. Esse post será atualizado quando a cirurgia completar 06 meses e um ano, pra gente ver no que deu. ;)