Na fragilidade, somos todos parecidos

Neste domingo, o suplemento Revista da TV do jornal O Globo trouxe uma matéria com o ator Reynaldo Gianecchini. No site, a manchete era: “É difícil encontrar alguém que preencha meus requisitos”. Tá certo que ninguém – teoricamente – vai sair por aí se envolvendo pra valer com qualquer pessoa, mas fiquei curiosa pra saber quais eram as tais condições necessárias para se engraçar com o moço. Vai que…, né? :) #brinks #fidelidade

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Ooooooooooooooi! <3

A reportagem abordou diversos aspectos da vida do global. “Abriu um restaurante orgânico”, “é sócio da colega de elenco”, “gravação do filme X” e por aí vai. Em certa altura, fizeram uma comparação do momento de seu personagem na novela “Em Família”, que descobre uma patologia cardíaca, com sua vida pessoal. Em 2011, Gianecchini enfrentou um câncer linfático e passou por quimioterapia e transplante de medula. Fui lendo a matéria e, quando já estava perdendo o interesse e prestes a fechar a aba, li algo que chamou minha atenção e que destaco abaixo, em negrito.

— Esses dias o Jayme (Monjardim, diretor de núcleo) chegou e disse: “Faz a cena assim, você deve se lembrar da sua doença”. E eu respondi: “Cara, não tem nada a ver com a minha doença”. Não tinha cansaço, não tinha tontura, meus sintomas eram outros, não é exatamente a mesma coisa. Acho que na fragilidade é parecido. O personagem fala: “Poxa, está acontecendo tudo ao mesmo tempo na minha vida”. Eu tive essa sensação também. A vida dá uma virada em todos os sentidos. Você passa a questionar a profissão, se está selecionando os trabalhos certos, as amizades. Com a doença, você indaga tudo. Foi uma grande mudança de entendimento geral de todos os fatores da minha vida — explica.”

Rolou uma identificação na hora. Na fragilidade, somos todos parecidos. Para você que está passando por um processo de descoberta da doença ou se está no meio do tratamento e teve que adiar seus planos mais queridos, vai um conselho do Dalai Lama:

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Bem, na verdade eu não sei se é dele ou se é mais uma daquelas frases que atribuem aos pensadores, mas o que importa é a essência. :) Pode não dar certo agora para dar certo – e melhor! – lá na frente. Foi (e está sendo) assim comigo!

E é assim, na pegada da auto-ajuda-sincera, que inicio a semana. Até quarta, quando cederei o espaço para a Cristina Bandeira trazer o depoimento dela. ;)

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Tirando dúvidas com a Dra. Fernanda Fahel

pensnado

Ao longo desses nove meses de blog, percebi que a iodoterapia, terapia com iodo radioativo, é um dos temas que mais intriga pacientes e parentes de pessoas com câncer de tireoide. Além de ter tido várias dúvidas na época em que fiz a cintilografia e a PCI, vejo diariamente os termos utilizados em buscas feitas pelo Google e que acabam trazendo leitores para cá.

Publicar uma entrevista sobre o tema era um desejo antigo e, felizmente, este dia chegou! :)

A Dra. Fernanda Fahel, especialista em Medicina Nuclear pela UNICAMP e titulada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, gentilmente respondeu os muitos questionamentos baseados em dúvidas pessoais e nos resultados da busca do Google.

Dra.

Vamos conferir?

Enquanto algumas dietas são bastante restritivas e proíbem itens como leite, ovos e queijo, existem clínicas que são mais liberais e permitem o consumo destes e de outros produtos. Por que existe essa diferença? O consumo de leite, queijo, ovos e achocolatado faz alguma diferença no resultado final?

Dra. Fernanda Fahel – A dieta pobre em iodo nos 7-14 dias que antecedem a administração oral de I131 é recomendada pela grande maioria dos serviços de Medicina Nuclear. Essa recomendação é feita com o objetivo de reduzir a quantidade de iodo não radioativo no corpo do paciente e de incrementar a captação do I131 e a consequente irradiação de tecido tireoidiano residual ou das metástases de carcinoma de tireoide.

Apesar de alguns trabalhos publicados na literatura mostrarem os benefícios da restrição do iodo na dieta, a influência dessa dieta na taxa de sucesso da terapia ainda não foi demonstrada de forma efetiva. Por esse motivo, talvez, alguns serviços recomendem dietas mais ou menos restritivas que outros.

O que evitar numa dieta restrita em iodo? O uso de cosméticos realmente influencia no resultado? Porque? 

FF – De uma forma geral, os alimentos que mais contém iodo e que devem ser evitados no processo de iodoterapia são: sal iodado, frutos do mar, embutidos, enlatados, salgadinhos, molho de soja, defumados e alguns tipos de folhagens (como agrião, repolho, couve e aipo).

Alguns serviços restringem ainda ovos, pães industrializados, leite integral e queijos.

Outras fontes de iodo também devem ser evitadas por um período de 30 dias que antecedem ao tratamento como tinturas para cabelos, esmaltes de unha,  bronzeadores, soluções tópicas (alcool iodado, polvidine), alguns tipos de medicações que contenham iodo (xaropes, suplementos vitamínicos) e até preventivo ginecológico. Antiarrítmicos e contrastes iodados devem ser evitados durante um período de três meses antes da iodoterapia por conterem elevada concentração de iodo.

Durante a dieta pobre em iodo, posso tomar banho de mar?

FF – Da mesma forma, o banho de mar expõe o paciente ao contato com iodo nas mucosas e pele, devendo ser evitado.

Quantos dias com restrição de iodo são necessários para fazer a cintilografia?

FF – Para realização de pesquisa de corpo inteiro com I131 ou cintilografia cervical, o preparo necessário é o mesmo da iodoterapia, ou seja, todas as orientações já discutidas.

Quais são os possíveis efeitos colaterais imediatos da iodoterapia?

FF – Os efeitos colaterais da iodoterapia geralmente são discretos e bem tolerados e estão muito relacionados a dose de I131 administrada (doses menores tem chance muito pequena de causar esses efeitos). Nas doses maiores os efeitos mais frequentes são náuseas e sialoadenite e podem ser minimizados e evitados através do uso de antieméticos e adotando-se medidas de estímulo das glândulas salivares com frutas cítricas, balas e hidratação constante.

Quais são os sintomas após 30 dias de tratamento de iodoterapia? A queda de cabelo acentuada após o processo é normal? 

FF – Após 30 dias do tratamento, as queixas mais comuns são ganho de peso e a queda de fâneros (cabelos). Esses sintomas são comuns nos pacientes expostos ao hipotireoidismo pré-tratamento (pacientes que não fizeram uso do Thyrogen), porém são transitórios e cessam dentro de poucos meses.

Qual é a diferença entre pet scan e pci?

FF – PCI com I131 significa Pesquisa de corpo inteiro com I131  e tem a finalidade de demonstrar restos tireoidianos e metástases ao longo do corpo do paciente com câncer de tireoide. Esse exame nos dias atuais poderá ou não ser solicitado antes da iodoterapia.

 Já o PET Scan (Tomografia por Emissão de Pósitrons) é um exame de corpo inteiro que pode ser solicitado quando se suspeita de progressão da doença (p. ex. elevação da tireoglobulina) e não se encontra os focos de doença pelos exames convencionais ( USG, PCI, Tomografias).

A tireoglobulina pode aumentar na iodoterapia? 

FF – Não é a iodoterapia a responsável pela elevação dos valores de tireoglobulina. O que ocorre é que,  quando o paciente se prepara para o tratamento, seja suspendendo o uso do hormônio tireoidiano ou através do uso do Thyrogen, haverá uma elevação do TSH do paciente e por consequência disso, a tireoglobulina será sensibilizada. Nos pacientes com doença residual a tireoglobulina poderá aumentar nesse período.

Tive contato com pessoa que fez iodoterapia. E agora?

FF – Quando o paciente que acabou de realizar a radioiodoterapia recebe alta hospitalar, os níveis de radioatividade no corpo do mesmo são baixos o suficiente para que ele possa manter convívio social, sem causar nenhum tipo de prejuízo para os indivíduos a sua volta. Esse paciente receberá, ainda, algumas orientações de cuidados para minimizar a exposição a mulheres grávidas e crianças  e a outras pessoas do convívio familiar.

A iodoterapia após tireoidectomia engorda?

FF – Como já discutido anteriormente, a iodoterapia não é a causadora do aumento ponderal do paciente e sim, o estado de hipotireoidismo que o paciente poderá ser submetido antes do tratamento. Após reestabelecer os níveis de hormônios no sangue, tudo vai voltando ao normal.

Espero que possa ajudar e que tenham gostado! Mil obrigadas pela participação, Dra. Fernanda! :)

Onde Dra. Fernanda Fahel atende:

• Clínica GAMMA (Unidade de Medicina Nuclear do Hospital da Bahia) – 71 2109-1149 | 71 2109-1165
• Clinica Diagnoson
• Hospital Aristides Maltez

Tireoidectomia – Janeiro

Foram uns quatro ou cinco meses para atingir a marca de cinco mil views. Em compensação, 2014 chegou chutando a porta e só no mês de janeiro já foram mais de três mil visualizações do blog. :)

Juro “pujesui” que não sou eu dando F5 o dia todo! Hehehehe!

Por causa dessas visitas oriundas, principalmente, da busca do Google, resolvi dar uma olhada nos termos mais pesquisados durante o mês e vou responder, sempre nos dias 28, 29 ou 30, as dúvidas mais pertinentes dos (uau!) leitores. Claro, vou falar sobre o que está ao meu alcance, sem me adentrar nas dúvidas estilo ~consultório virtual~ para não acabar invadindo um campo desconhecido.

Em negrito, os termos tal qual foram digitados no Google e trazidos pra cá.

Vamos lá?

Lenço e tireoidectomia – a dupla infalível e imbatível… para quem mora em lugares frios! Em Salvador, onde a média anual se aproxima de “mármore do inferno“, é impossível. Como solução: micropore, protetor solar ou fita de silicone (Mepiform, de preferência).

Sem espaço para lenços!

Sem espaço para lenços!

Quem tem câncer de tireoide pode receber auxilio doença – Pode sim. É difícil, mas eu recebi após a 3ª perícia. Na primeira, disseram que a doença não era incapacitante. Na segunda, disseram que eu estava ótima (ainda não tinha operado) e, na terceira, cinco dias após a cirurgia e ainda com os pontos no local, não tiveram como negar.

Alimentação pós tireoidectomia – Normal. Apenas foi recomendado dar um reforço no leite, iogurte e queijo, ou seja: tudo que é rico em cálcio. Dizem para evitar camarão, peru e presunto pois são conhecidos por dificultar a cicatrização, no entanto, no pós-operatório não me falaram nada sobre eles. De qualquer forma, passei longe por umas semanas.

Tireoidectomia faz cair o cabelo – a cirurgia em si, não. A anestesia e o período que passamos em hipotireoidismo, sim. Calma, molier! O cabelo não cai 100%! Em situações normais, é comum perder cerca de 100~150 fios por dia, no entanto, com esses dois fatores, esse volume fica acentuado. Minha experiência: com quatro meses de cirurgia e dois de Puran T4, os tufos começaram a sair a cada lavagem ou passada de mão. Posso dizer sem exageros que perdi uns 30% do cabelo. O que eu fiz? Vitaminas A, E e D, além da temida Vitamina T, mais conhecida como TESOURA. Cortei na altura do pescoço.

Frio apos tireoidectomia e normal? – Sim. Sou super calorenta e, ainda assim, passei um período dormindo com meia, lençol e manta de microfibra. Quando os hormônios começarem a entrar nos eixos, o frio excessivo passa.

Que sabor tem o liquido de iodo para fazer o exame de cintilografia – Sabor, cor e cheiro de água, ou seja: nada.

Hospitais na Bahia que fazem cintilografia da tireoide – Que eu conheço: São Rafael e Clínica Gamma, no Hospital da Bahia. A Diagnoson também faz.

Inchaço no corpo todo após cirurgia tireoidectomia – Cerca de 18 dias após a tireoidectomia e sem tomar nenhum hormônio, comecei a me sentir inchada. A cada dia, ia piorando e ficava muito evidente no rosto… é como ter o dia inteiro aquela cara de quem acabou de acordar. É mais um sintoma chato do hipotireoidismo que, ainda bem, vai para o espaço algumas semanas depois de começar a tomar o hormônio.

Como emagrecer depois da tireoidectomia – Aháaaaaaa, amyga! Sabe onde você vai encontrar essa resposta? Em um pote de ouro no fim do arco-íris.

Ele também não consegue emagrecer...

Ele também não consegue emagrecer…

Nunca vi, nem comi ouvi, eu só ouço falar. Após a cirurgia, engordei quase quatro quilos e tá difícil, viu! Tenho feito dieta, exercícios e o ponteiro simplesmente se recusa a descer. Relatei isso na última consulta com a endocrinologista, mas, por enquanto, vamos apenas acompanhar a evolução (ou não!), de preferência para baixo. Se você descobrir a fórmula mágica, favor avisar! :)

Cicatriz x Verão – O que fazer?

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Só de olhar pra essa foto (tirada em Maceió-AL, em 2011… eu acho) já bate aquela vontade de colocar o biquíni e sair correndo em direção a um dia de mar, sol e água fresca. Mas aí tem um certo fator bem no seu pescoço que insiste em lhe preocupar. O que fazer para proteger o local e garantir o bom andamento da cicatrização? 

Minha primeira dica é: calma. Isso mesmo. Fiz a cirurgia em agosto e só em dezembro pisei na praia. Pode parecer um tempo meio exagerado, mas quis garantir que tudo estaria pronto para receber a cola do micropore, a água do mar, o suor e as grossas camadas de protetor solar. Lenço nem pensar, né? Com o calor que faz, pelo menos pra mim, é super inviável. 

Na primeira tentativa, protegi o local com fita de silicone Mepiform, mas é claro que isso não ia dar certo. A pele fica mais úmida que o normal e o resultado foi a fita perdida na imensidão do mar. 

Com micropore, o problema foi a marca que ficou após um dia de sol. Nada legal ter um quadrado branco no meio da pele bronzeada. Além disso, algumas pessoas podem ter reação alérgica por causa do adesivo. 

O que tenho feito: começo com uma camada geral e generosa de protetor solar. Em seguida, coloco BASTANTE protetor só nas cicatrizes da cirurgia e do dreno. Não espalho… deixo brancão mesmo.

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Na hora da foto, devo ter esquecido de passar embaixo. Ops! 

Ah! E não fico torrando no sol. Conferir marquinha é coisa do passado. Se não estou na água, estou bem protegida embaixo do guarda-sol. Vale comprar chapéus ou viseiras maiores, de forma que a sombra proteja a região da exposição direta. Também dá pra passar Hipoglós, Bepantol ou Cicaplast, que têm uma textura mais pegajosa/grudenta e – acredito – saem com menos facilidade. 

Não estou dizendo que as outras formas de cuidado são ruins, mas isso é o que tem funcionado pra mim. 

No mais, aproveite a praia! :) 

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Evolução da cicatriz da tireoidectomia

Se existe método que promete afinar, clarear ou melhorar a aparência da cicatriz, estou testando. Há quem defenda o “uso” da marca como um troféu da vitória sobre o câncer. Acho válido, mas não em mim, que tenho tendência à cicatrização hipertrófica.

Quer saber como cuidar da cicatriz? Clique AQUI

Depois de lançar mão de protetor solar, cicaplast, kelocote, cicatricure, contractubex, medgel e mepiform (estas duas últimas são fitas de silicone), aceitei que as coisas ficariam desse jeito:

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 Estive no consultório do Dr. Augusto Mendes para levar alguns resultados e a cicatriz chamou a atenção dele. Contei que já tinha feito de tudo e tcharãaa… eu estava enganada. Ainda não tinha tentado todas as opções e fui encaminhada para um cirurgião plástico. O próximo passo: infiltração de corticóide.

O procedimento é simples e dura menos de um minuto. O cirurgião injeta o corticóide com uma agulha bem fina em toda a extensão da cicatriz. Com uma aplicação já dá pra ver a diferença, mas cada corpo reage de uma forma e podem ser necessárias outras sessões.

Já tive piercing e tenho uma tatuagem grande nas costas; faço sobrancelha no salão e uso cera fria no buço (antepassados portugueses, hehehe). Nada disso doeu tanto quanto essa tal infiltração.

Se não acredita, veja só como ficou a região logo após o procedimento:

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Clique para aumentar

E o resultado? Meu parâmetro é essa bolinha onde ficou o dreno. Ela era bem grandinha e agora parece uma espinha mal curada.

Deixarei a imagem comparativa responder:

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Depois da primeira aplicação, pensei que nunca mais voltaria ao consultório, no entanto, já indo para a 3ª injeção. Se serve de consolo: a 2ª vez foi bem menos traumática.

Já dizia minha mãe (e a mãe dela repetia para ela): “quem quer ser bonita, sofre”. Pra mim, o sofrimento ainda está valendo a pena.  : )

O que foi 2013?

brabuleta

Há seis anos vinha em uma curva ascendente de felicidade. Em 2006, passei no vestibular; Em 2007, terminei o primeiro ano de faculdade; Em 2008,  consegui o primeiro estágio e, em 2009, o primeiro emprego; 2010 foi marcado pela bolsa de estudos da ANDI e pela nota 10 no TCC. 2011 e 2012 foram anos de muitas realizações profissionais. É claro que aconteceram coisas ruins, momentos difíceis, mas o saldo sempre foi muito positivo.

E o que foi 2013?

ooh

Foi o ano em que vi as regras do jogo mudarem a todo instante. O ano em que a vida trocava de curso em curvas fechadas e repentinas. O ano em que eu, mesmo não acreditando em Deus do jeito “comum”, olhei pra cima e perguntei: “tá de graça, comigo?”. Foi o ano que me tirou do passo saltitante e acrescentou uma boa dose de realismo ao meu estado de espírito. Ano de ver como me comporto diante de desafios que fogem do meu controle. Autoconhecimento level Expert.

Saldo negativo? Nem de longe!

Termino 2013 feliz e 100% recuperada. Minha experiência chegou ao fim, mas o blog vai continuar com postagens sobre acompanhamento de hormônios, evolução da cicatriz e entrevistas. Pra quem está passando pelo processo de descoberta ou tratamento, três dicas:

1 – Use o Google com moderação

2 – Respire fundo! Vai passar!

3 – Desligue desse assunto e vá assistir um filme ou curtir o feriado.

Feliz 2014!

topronta

E todas as energias positivas e bons pensamentos para a Renata Boaventura, que conheci através do blog e que vai operar no dia 02/01! : )

Dieta sem iodo – dicas, lanches e petiscos

Ok… começou a dieta sem iodo. Hora de se desesperar? Não! Dá pra comer arroz, feijão, macarrão de sêmola, carne e frango. Já dá pra passar bem, né? (“Mais ou menos”, responde a pessoa que gosta de comer junkie food na rua).

Como já falei anteriormente, a dieta tem muitas restrições, mas outras tantas coisas são permitidas e, ao menos no diz respeito ao almoço e jantar, não há com o que se preocupar. Na verdade, senti mais falta daquilo que fazia parte do meu cardápio diário, como queijo e achocolatado em pó, do que de delícias esporádicas (brigadeiro, tortas, sorvete e etc).

Dito isso, vamos ao tópico deste post e que é o verdadeiro problema da dieta: os lanches! Sim, afinal, ninguém vai parar no meio da tarde pra bater um macarrão com frango e nem vai ao cinema com uma marmita recheada com bife e arroz, né? Er… mais ou menos! Aí é que está a dica nº 1. 

1- Se prepare! Vai ao cinema ou pra algum outro lugar e corre o risco de sentir uma fome fora de hora? Faça sua marmitinha com castanhas de caju e do pará (atenção: não podem ser salgadas por motivos óbvios) e ameixas secas. Damasco seco, morango e uvas também são boas opções de frutas para essas ocasiões. ;)
P.s.: Caqui não pode.

Marmita baseada em fatos reais - Essa me acompanhou quando fui ao Cinemark2 – Se prepare mesmo! Vai dormir fora? Não esqueça de levar tudo o que você precisa para fazer o seu café da manhã. Eu levei suporte para filtro de café, filtro de café, café em pó (não pode ser solúvel), leite desnatado em pó, manteiga sem sal, cream cracker e até banana-da-terra. 

dormirfora

3 – Se prep… OK, até aqui espero que já tenha ficado claro que planejamento é fundamental. Tenha por perto: frutas que você gosta, cream cracker (não vale exagerar), refrigerante transparente e algumas guloseimas permitidas, como gelatina de limão (lembram? não pode corante vermelho). 

4- Para curar a vontade de doces que aparece no meio da tarde – Banana é minha fruta favorita e ela sempre vai aparecer de alguma forma. O que eu faço: corto em rodelas, cubro com açúcar (sou bem generosa neste aspecto) e coloco no microondas por um minuto. Em seguida, basta abrir a portinha e perfumar a casa com um delicioso aroma de doce de banana. Pitadas de canela casam muito bem! ;)
Para turbinar: junte algumas ameixas secas na mistura antes de levar ao microondas.

5 – Tô com fome e não tem arroz e feijão – Não é exatamente a dica mais gostosa de todas, mas é válida para os momentos em que a larica bate com força. Cozinhe macarrão de sêmola (massa que não leva ovos) e não esqueça de colocar sal não-iodado na água. Depois de cozido, junte uma colher de manteiga sem sal e orégano. Eu disse que não era tão bom, né? Mas aqui é para situações de emergência. :)

6 – Aprenda algumas receitas – Foi por causa da dieta sem iodo que fiz uma das melhores descobertas da vida: o bolo de banana. Ficou tão bom que fiz duas vezes e nas duas vezes ele foi aprovado por pessoas que não estavam na dieta. Não leva ovo e nem leite e ainda assim dá certo!

Lá vai!

  • 2 xícaras de farinha de trigo – sem fermento
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio (vai fazer o papel do fermento)
  • 1/2 colher de chá de sal sem iodo
  • 1 xícara de açúcar
  • 1/4 de xícara de óleo de canola (o de soja não está liberado em algumas dietas)
  • 4 bananas bem maduras
  • 1/4 de xícara de água
  • 1/2 xícara de nozes, amêndoas ou avelãs (opcional)

Preparo:
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Misture os ingredientes secos: farinha, bicarbonato e sal. Reserve. Em uma tigela separada, misture açúcar, o óleo e a banana amassada e, em seguida, adicione água à mistura. Nesta hora, dá um mini-desespero e você acha que vai perder todos os ingredientes, mas tenha fé. Adicione a mistura da farinha e as nozes picadas se preferir. Usei Castanha do Pará. Unte e enfarinhe a fôrma. Pra dar um tcham, coloquei açúcar no fundo e, sobre ele, rodelas de bananas. Leve ao forno por aproximadamente 40 minutos. Podem notar que ele não fica fofinho como os bolos convencionais. É um bolo meio ~massudo~, mas muito bom mesmo assim. :)

Clica que aumenta

montagem bolo

7- Leia rótulos e encontre industrializados permitidos 

Além do Cream Cracker, que deve ser aquele com a menor taxa de sódio que estiver nas prateleiras, recomendo doce de banana… pra variar!

mbananaE essa marca de mandioca congelada aipim para fritar. ;) mandioca

Na foto, como coadjuvante, tem meu próprio hambúrguer. Nhaaam! Receita dele na próxima postagem.

No mais, uma ressalva: minhas recomendações foram baseadas em algumas pesquisas e na minha dieta. Talvez a sua seja diferente. Não esqueça de checar tudo com o setor de medicina nuclear. ;)