Radioativa? Eu?!

Chuva-nuclear
Mais uma vez vou adiar as postagens sobre a dieta sem iodo. Motivo? Ela será retomada em breve, então vamos deixar esse assunto mais pra frente. ;)

Após a cirurgia, fui encaminhada para a consulta com um médico nuclear. “Médico nuclear? O que é isso?”.

A Medicina Nuclear é uma especialidade médica que emprega materiais radioativos com finalidade diagnóstica e terapêutica. […] Embora empregue elementos radioativos, os exames utilizados em Medicina Nuclear são muito seguros. Na prática, o objetivo é sempre usar a menor quantidade de radiação possível. Os aparelhos são calibrados para obter imagens de qualidade e injetam-se radiofármacos em quantidades controladas, sob supervisão do médico especialista na área. 

Fonte: Fleury – Medicina e Saúde

A medicina nuclear é bastante eficiente e “conversa” com as mais diversas áreas, desde a endocrinologia, passando pela oncologia, cardiologia, pneumologia e por aí vai. Aqui em Salvador, fui atendida pela Dra. Fernanda Fahel na clínica Gamma, que fica no Hospital da Bahia.

Pra começo de conversa, foram solicitados exames de sangue e uma cintilografia da região cervical. Sabem o que isso significa? A tão falada dieta sem iodo.

Após duas semanas de privações e um mau humor daqueles, eis que chega o dia de fazer a primeira parte do exame. Consiste em ingerir, após jejum de duas horas, uma pequena dose de iodo radioativo (conhecido como I-131) e aguardar mais duas horas para fazer a captação (traduzindo: dar uma olhada pra ver se existem resquícios consideráveis de tecidos tireoidianos. Se sim, iodoterapia neles. Se não, um beijo e vá para o endocrinologista).

Se você pensa que iodo é água. Iodo não é água, não, mas bem que passaria despercebido, pois não tem gosto, cor e nem cheiro. A minha dose, que está nesse copinho da foto abaixo, foi de 80 uCi (aprendi que se diz Microcurie). Foi uma dosagem baixinha, utilizada só pra fazer o exame. De qualquer forma, as recomendações são as mesmas de quem faz a terapia com iodo em doses maiores: evitar contato com gestantes e crianças

iodo01

[Pausa para uma informação extremamente técnica que só deve interessar a quem está passando pela mesma etapa] No grupo Amigas da Tireóide pude observar que a dose de início da iodoterapia é de 100 mCi (ou Millicurie). Ah! E aprendi que 1 mCi equivale a 1000 uCi. [Fim]

Depois de tomar o iodo radioativo, me senti igual. Cadê os superpoderes? A habilidade de ficar invisível? A pele ficando verde e brilhante? Bom, então já que não dava pra me divertir, o jeito era esperar as tais duas horas numa ala reservada.

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Parte boa: estava passando MariMar.

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Sala e banheiro dos pacientes injetados

Dorgas, manolo!

Dorgas, manolo!

Após o período necessário, fui fazer a captação. Lembram da foto do iodo no copinho? Então… essa etapa nada mais é do ficar com aquele aparelho apontado para a região do pescoço por cerca de 3 ou 5 minutos.

No dia seguinte, voltei à Gamma e fiz a captação das 24h, seguida de uma dose de Tecnécio-99. Ela chega em uma seringa, dentro de um recipiente de chumbo.

 tec-vert

Ele foi injetado na veia e eu pensei “É agora! Vou virar o Capitão América!”, mas nada aconteceu de novo e eu fui esperar na salinha dos injetados mais uma vez. #fail

Depois de 30 minutos, hora de fazer mais captações, desta vez nesse aparelhão aqui:

aparelho

Deitei e tive que passar 20 minutos sem poder me mexer, ou seja: hora de sentir todas as coceiras do ano. No nariz, nos olhos, no pescoço, nas costas. Pura pirraça do corpo, claro.

Fim dos exames – hora de ir embora e COMEEEEEEEER! Sim! Eu estava livre da dieta! O que fiz? Já saí deixando as instruções com meu irmão. “Se der 16h30 e eu não ligar, pode encomendar uma pizza de atum com catupiry”. E aí, chegando em casa, o sentimento foi esse:

"você já viu algo tão maravilhoso em toda a sua vida?"

“você já viu algo tão maravilhoso em toda a sua vida?”

Na semana seguinte, voltei à clínica para pegar os resultados e para saber qual seria o próximo passo. Eis o laudo:

laudoo

Como restou um pouquinho de tecido e cruzando esse resultado com meus índices de TSH e tireoglobulina – que eu ainda não tenho capacidade de interpretar muito bem, uma das saídas oferecidas foi uma dose terapêutica de I-131 para “queimar” o que restou. Esse “resíduo” da cirurgia é normal, uma vez que nem sempre dá pra tirar 100% da tireoide sem comprometer outras estruturas, sendo assim, é mais seguro “limpar” até onde der e eliminar o que sobrar com a iodoterapia. Ai, como eu tô didática! :D

Enfim… sabem o que isso significa, né? Dieta de novo, aí vou eu!

Receitas, passo-a-passo e dicas para combater a larica nesse período? Vocês verão por aqui. ;)

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Depois da tireoidectomia – e a cicatriz?

Antes de dar início a uma enxurrada de posts sobre a Dieta sem Iodo, vamos a um assunto que sempre rondou minha cabeça nos momentos pré-operatórios. Neste post, falo sobre a evolução da cicatriz e como cuidar dela direitinho.

Quando tinha uns 10 ou 11 anos, um copo quebrou na minha mão e deixou uma cicatriz estranha impressa na minha digital. Só no meu joelho esquerdo são duas recordações em alto relevo. Ou seja: não era futilidade pensar o que poderia acontecer com o pescoço. O que poderia surgir dali? Um alien? Um afrodisíaco?

"Oi, gata. Vc vem sempre aqui?"

“Oi, gata. Vc vem sempre aqui?”

Com essa descrição, qual é a primeira palavra que vem à mente? “Quelóide”. Pois é, na minha também, mas aprendi que, felizmente, esse não é meu caso.

Cicatriz hipertrófica fica mais alta, mas respeita os limites do corte.

Quelóide ultrapassa os limites da lesão.

Se quiser ver uma foto onde a diferença fica bem explícita, clique AQUI.

Depois de identificar como é a sua cicatrização, é recomendável conversar com o cirurgião para saber o que é possível fazer. No meu caso (na verdade, acho que é o procedimento padrão), Dr. Augusto fez uma sutura intradérmica.

Atenção: desça rápido e pule essa parte se vc tem estômago fraco ou agonia. Já se vc é detalhista, clica na imagem que ela aumenta. :)

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Primeira foto: 04 dias após a cirurgia
Segunda foto: 08 dias após a cirurgia, quando fui tirar os pontos

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Primeira foto: 04 dias depois de tirar os pontos, ainda com algumas casquinhas
Segunda foto: 18 dias após a cirurgia.

Dá pra notar que ela tá vermelhinha, né? Isso é normal… com o passar do tempo a cicatriz vai ficando mais clara – se cuidar direito, claro.

Abaixo, a cicatriz versão ~sábado, na balada~ sem flash e com flash.

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Esse pontinho vermelho ao centro, que parece uma espinha ou picada de mosquito é por causa do dreno. 

E finalmente, a cicatriz um mês após a cirurgia:

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Ela ainda vai afinar (espero) e clarear (espero mesmo!), mas acho que está ótima. “Ao vivo” ela é bem discreta.

Agora vem o mais importante: quais cuidados devo ter com a cicatriz após a cirurgia de tireoide? 

Aqui está a minha tríade de proteção:

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Protetor solar: foi indicado por Dr. Augusto, cirurgião, uma vez que o sol é o principal inimigo da boa cicatrização. Optei por esse da Neutrogena pq ele não tem aquele “cheiro de praia” característico. Preço médio: R$ 25. Uso: Sempre que sair.

Outras formas de proteger a cicatriz do sol: usar micropore sempre que tiver certeza que o sol vai incidir diretamente e usar lenços quando for sair de casa. Eu até cheguei a comprar três lenços, mas não me adaptei a essa solução pq sou muito calorenta no pescoço.

Cicaplast: indicação da dermatologista, Tânia Magalhães. O Cicaplast é produzido pela La Roche Posay e eu, quando estava indo para a farmácia, só pensava coisas do tipo “Ok, posso vender um rim e tá tudo certo”. Mas não. O Cicaplast tem um valor acessível e rende bastante. Ele é como o Bepantol e serve para hidratar a região. A diferença é que a absorção do Cicaplast é mais fácil e não fica aquela coisa melequenta-grudenta-oleosa. Preço médio: R$ 39,90. Uso: 3x por dia ou quantas vezes seu médico recomendar.

Kelo-Cote: conheci o produto nas minhas pesquisas pela internet. É um gel de silicone indicado para o tratamento e prevenção de cicatrizes. Dos três, é o único específico para o caso e o mais caro de todos. Custou R$ 107, mas rende bastante. Uso antes de dormir e, às vezes, no meio da tarde.

Mas oi? Será que ouvi falar mais um método? Pois é. Se existe alguma coisa que promete deixar a cicatriz mais fina, tô testando. Li maravilhas sobre a fita de silicone Medgel. “Protege”, “é super discreta”, “é uma beleza”. Saí em busca da bendita por um monte de farmácias e ninguém nunca tinha ouvido falar. Entrei no site deles e descobri que em Salvador só existe um revendedor autorizado. A loja fica no Stiep, em um prédio empresarial. Fui lá e comprei os 30 cm de fita por R$ 50,00. A indicação de uso é a seguinte: cortar no tamanho desejado e aplicar diretamente na cicatriz (uns 15 dias depois de tirar os pontos, claro). A tira deve ser utilizada por cerca de 12 horas e dura aproximadamente 20 dias, desde que você lave em água morna e com sabonete neutro a cada uso. No meu caso, a tira de 30 cm rende uns três pedaços = 60 dias de uso.

Resumo: a ideia é boa, mas não serviu pra mim. A fita é grossa, nada discreta, não cola direito e fica soltando do pescoço a cada movimento. Já tentei colar com micropore pra ver se fixava melhor e nem assim deu certo.

Clica que amplia. ;)
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Uma pena! Se funcionasse, seria a melhor opção,  já que a cola dos esparadrapos me dá irritações na região. O jeito é caprichar no protetor solar e evitar a incidência direta do sol.

E é isso. Esse post será atualizado quando a cirurgia completar 06 meses e um ano, pra gente ver no que deu. ;)

O dia em que chorei por não poder ir ao rodízio

A gordice, assim como a zoeira, não tem limites.

Já contei o final da estória no título do post, mas para quem quiser saber como cheguei a este ponto, senta lá, Cláudia aí.

Tem uma frase da Julia Child que gosto muito. É essa logo abaixo.

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Em bom português, quer dizer: “pessoas que amam comer são sempre as melhores pessoas”.
[Pausa para a dica de filme: Julie & Julia, baseado em duas histórias reais e MUITO legal, leve e divertido. Clique AQUI para conferir o trailer]

Eu me acho uma dessas pessoas. Não gosto de comer um monte de coisas: polvo, mariscos, sushis e sashimis, uma infinidade de verduras e por aí vai. Mas se me aparecerem com “comida do mal”, pizza, pastel, bolinho de charque (ou de queijo, ou dos dois), coxinha, churrasco, feijoada e doces em geral, aí sai da frente. E integro o grupo daqueles que acham que poucas coisas são tão boas quanto saciar aquela fome específica que aparece de vez em quando. Ou que tá com “vontade de salgado” e, logo em seguida, tem a “vontade de doce”. Ou que tem um compartimento secreto no estômago reservado para as sobremesas. Enfim… são vários os exemplos.

E aí que precisei entrar na dieta sem iodo para fazer a cintilografia da tireoide. As restrições alimentares são muitas e incluem: parar de comer fora (já é muito) e, dentro de casa, tenho mais uma série de restrições. Não vou me alongar nesse assunto por enquanto, ele merece uma postagem exclusiva. Basta dizer que eu estava contando os dias para amanhã, sexta-feira, quando faria a última etapa do exame e estaria liberada para comer o que quisesse. Sério… eu me imaginava saindo da clínica e fazendo o Patrick.

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Já tinha até a programação pronta: sábado, rodízio de carne. Domingo, moqueca de camarão. Uh! Que felicidade, né? Pois é. Aí precisei ligar pra clínica pra tirar uma dúvida e… surpresaaaa! Ouvi: “O iodo não chegou e precisamos adiar seu exame pra terça e quarta-feira da semana que vem”. Ou seja: mais uma semana de dieta.

E depois? Entrou a trilha sonora da Maysa:

O resto já dá pra saber. Derrubei duas dúzias de lágrimas pensando no rodízio de sábado (nada de choro de novela… pfvr, né… vamos manter a dignidade). =…(

Para não deixar esse episódio com tanta cara de gordice, uma explicação: estou sem fazer reposição hormonal e vou jogar a culpa de todas as coisas nisso. Sensibilidade fora do comum, inchaço, humor oscilante, frio. Agora tudo é culpa da tireoide, não me julguem! :)

Onde encontrar sal sem iodo em Salvador

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E aí que precisei entrar em uma dieta pobre em iodo com duração de uma semana para fazer uma cintilografia. O exame consiste em ingerir uma pequena dose do iodo-131, o mesmo utilizado na iodoterapia. Também ficarei radioativa nesta etapa, mas bem pouquinho. Só o suficiente pra fazer o exame e o isolamento não é necessário. As restrições são as mesmas para quem vai fazer iodoterapia: nada de laticínios, embutidos, enlatados, coisas com corante vermelho (alô Coca!), frutos do mar, derivados da soja e, óbvio, sal comum. Nestas ocasiões, é preciso utilizar o sal não-iodado.

Procurei em vários lugares daqui de Salvador: Mundo Verde, A Fórmula, Flora, Farmô, Macela Dourada… nada! Já tava tristonha achando que passaria uma semana à base de batata doce, banana e ameixas, mas resolvi dar uma última cartada.

A Amora Farmácia Integrada fica no Max Center, é relativamente nova aqui em Salvador e me deu a maior alegria do dia. Quem diria que a felicidade estaria escondida em 100 gramas de sal, não é? Fiquei tão feliz ao telefone que a atendente, Vanice, até achou graça da minha reação. #alokadosal

Aaaaah, tem saaaal!

Aaaaah, tem saaaal! Que booom!

O pacotinho saiu a R$ 22,00. É caro? É. E muito! E mais ainda quando eu soube que uma colega de Brasília recebeu dois pacotes gratuitamente do local onde ela vai realizar o exame. A conversa rolou lá no grupo Amigas da Tireóide e repito: é o melhor espaço da internet para tirar dúvidas com quem passou ou está passando pela mesma etapa, já que a dúvida nem sempre aparece na hora da consulta.

Encontrei o kg do sal sendo vendido a R$ 5 no site Além do Natural. Eles fazem entregas e é uma boa opção para quem pode esperar pela chegada do pedido. Não foi o meu caso, pois soube na tarde de terça que teria de entrar na dieta a partir de quinta. Desde então, a vida tem sido uma aventura, com pitadas de mau-humor, larica fortíssima e muitas descobertas.

Então pra quem precisar, lá vai a dica quente:

Amora Farmácia Integrada – (71) 3354-4995

amoravendas@gmail.com

http://amorafarmacia.com.br/

UPDATE – 08/10/13 – Recebi uma dica de ouro da Helenita Moraes, que conheci através do grupo Amigas da Tireóide. Ela me falou sobre a farmácia A Terapêutica, que tem duas unidades aqui em Salvador. Liguei pra lá e o pacote com 300 gramas do sal não-iodado sai por R$15,00. Maravilha! Basta consultar a disponibilidade e ir buscar ou usar o serviço de entregas. Meu sal tinha acabado e eu precisei de uma nova remessa, então fiz com eles e super aprovei! Anotem os contatos! ;)

A Terapêutica – Matriz
(71) 3452-4646 / (71) 3452-7442
Rua Leonor Calmon, nº 256, Cidade Jardim – Centro Médico Christian Barnard

A Terapêutica – Filial
(71) 3453-2020 / (71) 3358-0012
Rua Rubens Guelli, nº 135 – Itaigara – Shopping Paseo Itaigara

O que eu e o Ronaldo Fenômeno temos em comum?

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Assim como a mãe do Lula, nasci analfabeta. Assim como o Ronaldo, “nasci” com os dentes incisivos centrais projetados para a frente, com uma diferença: estarei bonitona ao final do processo. Xico Sá curte dentucinhas, mas eu não.

Agora falando sério. Lembram quando o Ronaldo lançou aquela história de que tinha engordado por causa de um problema na tireoide? Alguns engoliram a desculpa e ficaram com remorso por se referirem ao Fenômeno como “O Gordo” (“alguns” tipo… eu? Hehehe) e outros não se deixaram levar pelo teatrinho.

Na época, não sabia direito como funcionava a tireoide e continuei sem saber até há alguns meses. A questão é que a maioria ignora as disfunções da tireoide e acaba reduzindo o problema a uma visão simplista: “engordou 20kg? Deve ser a tireoide”.

Tenho ouvido de algumas pessoas a seguinte frase: “aaah, tirou a tireoide toda? Então agora vc vai emagrecer”. Se estou de bom humor, explico que não é bem assim. Se a paciência tá no final, dou aquele sorrisinho amarelo e digo: “ôoo!”.

Sendo a simplista da vez: Hipertireoidismo = a glândula trabalha demais, logo, o metabolismo está acelerado e a pessoa tende a perder peso. Hipotireoidismo = o contrário, ou seja, se passei pela tireoidectomia total, é neste grupo que me encaixo. [Para conhecer os sintomas do hipotireoidismo, clique aqui]

A cirurgia completa 20 dias hoje. Ainda não iniciei a reposição hormonal, mas estava feliz da vida por sentir apenas frio. Nos últimos três dias, no entanto, tenho percebido que levantar da cama tem sido mais difícil. A soneca pós-almoço, que costumava durar 40-50 minutos, tem ultrapassado as duas horas e meia – e eu só levanto pq minha consciência fica ali, me puxando pelo pé. É comum ter retenção de líquidos e tenho me sentido inchada, com uma cara permanente de quem acabou de acordar.

ZzZzZzZ...oi?

O que eu e Ronaldo temos em comum? O hipotireoidismo. A diferença é que ele engordou 30 quilos* e eu, três. #oremosparaquenãopassedisso

*De acordo com um monte de sites que visitei, o normal é engordar até seis quilos. Mais do que isso é sem-vergonhice**! [grifo meu, claro] :)

** “Sem-vergonhice” no sentido de comer do jeito errado, em muita quantidade e não se exercitar. Já fui muito sem-vergonha desse jeito e colocava a culpa toda no Berotec. Hoje em dia é preciso explicar tudo pra evitar a fúria da galera nas redes sociais. Já até imagino a manchete: “jornalista diz que gordos não têm vergonha na cara”. Arfz! =X