A descoberta – Parte II

Quando recebi meus primeiros exames e me deparei com o nódulo na tireóide, fiz o que todo mundo faz: pesquisei no Google. Li que em 90% dos casos os nódulos são benignos e só exigem acompanhamento mais próximo. Otimista (como sempre), acreditei que estaria entre estes e parei minhas leituras por aí.

Era o fim de uma manhã de quinta-feira quando peguei o resultado da punção aspirativa por agulha fina (PAAF), conhecida por ser melhor maneira de determinar o tipo de nódulo. Por  imaginar que não teria maiores complicações, fui sozinha e sozinha estava quando abri o envelope e li:

Blá blá blá blá blá blá linguagem médica que não entendo blá blá blá blá blá… Compatível com Carcinoma Papilífero (categoria VI da Classificação de Bethesda). 

Xiiii!

Não é preciso ser muito esperto pra saber que a palavra “carcinoma” não pode ser coisa boa, né? Na hora, senti uma onda de choque que foi do cabelo ao dedo mindinho do pé, mas me mantive calma e pesquisei no celular (um beijo para a internet móvel). O que li:

Tipos de Câncer de Tireoide

Carcinoma papilífero  (o “meu”) – É o tipo mais comum. Pode aparecer em pacientes de qualquer idade, porém predomina entre os 30 e 50 anos. Devido à longa expectativa de vida, estima-se que uma entre mil pessoas tem ou teve este tipo de câncer. A taxa de cura é muito alta, chegando a se aproximar de 100%.

Carcinoma folicular – Tende a ocorrer em pacientes com mais de 40 anos. É considerado mais agressivo do que o papilifero. Em dois terços dos casos, não tem tendência à disseminação. Um tipo de carcinoma folicular mais agressivo é o Hurthle, que atinge pessoas com mais de 60 anos.

Carcinoma medular – Afeta as células parafoliculares, responsáveis pela produção da calcitonia, hormônio que contribui na regulação do nível sanguíneo de cálcio. Esse tipo de câncer costuma se apresentar de moderadamente a muito agressivo, sendo de difícil tratamento.

Carcinoma anaplásico ou inmedular – É muito raro. Porém é o tipo mais agressivo e tem o tratamento mais difícil, sendo responsável por dois terços dos óbitos de câncer da tireoide.

Fonte: SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Ou seja: apesar de já ter uma poça de lágrimas no meu colo, eu tinha que comemorar! Dentro do possível, estava numa situação “confortável” perto do que poderia ser e isso me tranquilizou o suficiente para poder dirigir de volta pra casa. Lógico, passei o resto do dia chorando e quase chorando, mas com o passar do tempo, junto com o apoio inicial e a cada nova informação que encontrava, melhorei ao ponto de ir para a academia no mesmo dia.

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4 respostas em “A descoberta – Parte II

  1. Fé em Deus
    Diogo Nogueira

    A luta está difícil, mas não posso desistir
    Depois da tempestade, flores voltam a surgir
    Mas quando a tempestade demora a passar
    A vida até parece fora do lugar
    Não perca a fé em Deus, fé em Deus
    Que tudo irá se acertar

    Pois o sol de um novo dia vai brilhar
    E essa luz vai refletir na nossa estrada
    Clareando de uma vez a caminhada
    Que nos levará direto ao apogeu
    Tenha fé, nunca perca a fé em Deus

    Pra quem acha que a vida não tem esperança
    Fé em Deus
    Pra quem estende a mão e ajuda a criança
    Fé em Deus
    Pra quem acha que o mundo acabou
    Pra quem não encontrou um amor
    Tenha fé, vá na fé
    Nunca perca a fé em Deus

    Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
    Fé em Deus
    Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
    Fé em Deus
    Pra quem ama, respeita e crê
    E pra aquele que paga pra ver
    Tenha fé, vá na fé
    Nunca perca a fé em Deus

    Aquilo que não mata só nos faz fortalecer
    Vivendo aprendi que é só fazer por merecer
    Que passo a passo um dia a gente chega lá
    Pois não existe mal que não possa acabar
    Não perca a fé em Deus, fé em Deus
    Que tudo irá se acertar

    Pois o sol de um novo dia vai brilhar
    E essa luz vai refletir na nossa estrada
    Clareando de uma vez a caminhada
    Que nos levará direto ao apogeu
    Tenha fé, nunca perca a fé em Deus

  2. Savs… Estou aqui para qualquer tipo de coisa, tá? =)
    Minha avó teve e o resto de minha família também, ou seja, sou uma forte candidata a ter também. Todos que tiveram estão ótimos, fizeram o tratamento adequado e estão viajando para onde querem. ;)
    Então… o que quero dizer é que vai ficar tudo bem e logo logo você realizará seua projetos. :D

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